Despressurização-de-cabine

 

SEM MUDANÇA

À medida que o avião sobe, o ar fica cada vez mais rarefeito. A temperatura e a pressão

atmosférica diminuem e, do lado de fora, há menos oxigênio. Por isso, os aviões precisam

ser pressurizados por meio de um sistema que reproduza condições semelhantes  às que

encontramos no solo.

 

 

TROCA-TROCA

Funciona assim: os motores sugam o ar do lado de fora do avião e alimentam um sistema

de compressores e da válvula "outflow valve" responsável por manter a pressurização.

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Esse mecanismo controla o fluxo de ar que entra e sai da aeronave, estabilizando a

pressão interna para deixa-la confortável para o corpo.

 

 

FECHADO

A cabine do avião é uma estrutura selada, ou seja, tem um sistema de vedação que

não permite o escape do ar. Portas, janelas e outras partes também são projetados para

suportar a diferença entre a pressão interna e a externa, mantendo essa relação dentro

de parâmetros seguros.

 

 

DE MÁSCARA

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A primeira consequência em caso de despressurização é o acionamento automático de

máscaras de oxigênio. Elas ficam acima da poltrona e conectam-se a um cilindro que

fornece oxigênio por um período suficiente para que o piloto desça o avião até uma

altitude considerada segura.

 

 

O QUE FAZER EM CASO DE DESPRESSURIZAÇÃO?

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Coordenadores de treinamentos de Comissários de Voo da Gol falam sobre os

procedimentos necessários em caso de uma despressurização:

 

 

1- Em que momento a cabine começa a ser pressurizada?

O sistema começa a funcionar já na decolagem e vai aumentando a pressão interna

gradualmente, de modo que a altitude artificial seja de 8 mil pés quando o avião atingir o

teto de voo, de 41 mil pés (cerca de 12.500 metros).

 

 

2- O que causa a despressurização?

Ela pode ser causada por pequenas fissuras na estrutura do avião, por problemas de

vedação nas portas e janelas ou por falha no sistema de compressores e válvulas. São

eventos raros, que podem ser solucionados com procedimentos previstos e treinamento

da tripulação.

 

 

3- E se a Outflow Valve falhar?

Todos os sistemas do avião tem mecanismos redundantes para garantir a segurança

do voo em caso de pane. Se houver falha na outflow valve, outras duas válvulas entram

em funcionamento para fazer a equalização.

 

 

4- Quais são os procedimentos da tripulação em caso de despressurização?

comissário

Quando a altitude artificial da cabine atinge os 10 mil pés, os pilotos recebem um alerta

e adotam procedimentos para detectar o motivo da descompressão. Se a cabine atingir

os 14 mil pés de altitude artificial, as máscaras de oxigênio caem automaticamente e os

pilotos iniciam os procedimentos para uma descida rápida até uma altitude de segurança.

Os comissários dão ordem para os passageiros colocarem as máscaras e se sentam, para

também colocar as suas. O avião é então conduzido para o aeroporto mais próximo, onde

passará por avaliação técnica.

 

 

5- O que o passageiro deve fazer?

Despressurização

Colocar a máscara imediatamente e, depois, ajudar a pessoa ao lado. É importante

afivelar bem os cintos e segurança pois a descida do avião para um nível de segurança é

rápida. Durante a despressurização, muitos passageiros acham que se trata de

incêndio, mas a névoa é provocada pela rápida condensação do ar e o cheiro de queimado

vem do pequeno gerador que fornece oxigênio para a máscara. É fundamental que os

passageiros prestem atenção às demonstrações dos procedimentos de bordo no

início do voo.

 

 

6- Quais são os efeitos sobre o corpo?

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Os efeitos no corpo humado dependem da rapidez e da causa da despressurização.

Quando é lenta, os sintomas mais comuns são sonolência, dor de cabeça e tontura. Nos

casos mais severos, a falta de oxigenação no cérebro pode provocar desmaios.

 

 

7- Como é o treinamento da tripulação para casos de despressurização?

Os procedimentos são treinados por pilotos e comissários de voo desde o primeiro ciclo

de capacitação realizado logo depois que o colaborador é admitido pela companhia aérea

e, todos os anos, o assunto é abordado em cursos de reciclagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE:  Revista 164 GOL pg 24-26